Senai abre matrículas para cursos técnicos presenciais e cursos técnicos a distância

Pronatec Campinas inscrições abertas para cursos gratuitos que serão realizados no Senai e Senac Campinas, o programa visa qualificar diversos estudantes na região e é promovido pelo governo. Ao todo

O edital para o próximo Exame do MEC já foi divulgado

O MEC – Ministério da Educação divulgou neste mês de maio, juntamente com o INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Edital Enem 2019. Aqui

Prefeitura de Divinópolis are inscrições para cursos gratuitos

Inscrições para cursos gratuitos da prefeitura de Divinópolis – Minas Gerais que oferece por meio do Pronatec MG em parceria com o SENAC Divinópolis diversas vagas para cursos profissionalizantes grátis,

Senai abre matrículas para cursos técnicos presenciais e cursos técnicos a distância

Pronatec Campinas inscrições abertas para cursos gratuitos que serão realizados no Senai e Senac Campinas, o programa visa qualificar diversos estudantes na região e é promovido pelo governo. Ao todo são 21 opções de cursos técnicos e profissionalizantes.

Para participar dos cursos Pronatec 2019 é necessário que o aluno resida em Campinas e tenha idade entre 16a 29 anos e ainda possua declaração de renda com até três salários mínimos. As inscrições podem ser realizadas entre os meses de julho e agosto. Para se inscrever os interessados devem se dirigir à um Centro de Referência Assistência Social-CRAS.

Para participar do curso os interessados devem ter entre o ensino fundamental incompleto até o nível médio concluído, dependerá do curso de escolha. As opções de curso técnicos e profissionalizantes estão abaixo:

Eletricista Instalador Predial de Baixa Tensão, Pedreiro de Revestimentos em Argamassa, operador de fresadora, mecânico em manutenção de máquinas industriais, instalador e reparador de redes, operador de máquinas de usinagem, operador de torno, soldador.

Os cursos voltados para as áreas administrativas são os cursos de auxiliar de pessoal, auxiliar de operações logísticas, almoxarife e outros. O atendimento do CRAS será realizado em diversas unidades:

CEPROCAMP (estação)- telefone: (19) 3241.9434 e 3251.4333 outros telefones de CRAS:(19) 3269.4073 e 3229.2144 ou (19) 3242.5552.

Detran-MG abre inscrições para o 58º prêmio motorista e motociclista padrão

Para facilitar a fiscalização e administração do trânsito em todo o extenso território brasileiro, o Governo Federal resolveu dividir essa incumbência em departamentos, que seriam responsáveis por suas jurisdições, essas jurisdições foram então delimitadas pela área de cada estado. O DETRAN de cada estado fica responsável assim pelo trânsito em toda sua área, sendo assim responsável pela criação de leis, fiscalização e normalização de toda atividade que envolva o trânsito.

Se você é proprietário de um veículo automotor e reside no estado de Minas Gerais, deve realizar o pagamento do Seguro DPVAT MG todos os anos de forma obrigatória. Caso o pagamento não seja realizado, você receberá multas e corre o risco de ter seu veículo apreendido.

No estado de Minas Gerais o órgão responsável pelo trânsito é o DETRAN-MG. O início de suas atividades foi ainda como Inspetoria Estadual de Trânsito, sendo que, em julho de 1966 foi elevada a Departamento Estadual de Trânsito, ganhando assim autonomia administrativa e financeira. A principal missão do departamento é principalmente planejar, coordenar, fiscalizar, controlar e executar as leis estaduais de trânsito em todo o território do estado, objetivando um trânsito calmo e seguro.

Sempre fique atento aos impostos, como o DPVAT 2019 do seu estado, para que não tenha nenhum problema.

O atendimento dos cidadãos pode ser feito em qualquer um dos diversos postos de atendimento espalhados pelas cidades de Minas Gerais, além das 15 Circunscrições Regionais de Trânsito, também conhecidas por CIRETRANS. Para visitar a sede do departamento basta se dirigir para o endereço do Detran. O atendimento ocorre de segunda a sexta feira entre os horários de 8h30min e 15h30min.

O edital para o próximo Exame do MEC já foi divulgado

O MEC – Ministério da Educação divulgou neste mês de maio, juntamente com o INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Edital Enem 2019.

Aqui você poderá conferir quais as mudanças adotadas para a próxima edição do exame, quais são as principais regras e o que deve ser observado com muita atenção pelos estudantes.

A previsão de que os órgãos responsáveis pela realização do exame publicassem o edital entre abril e maio se concretizou. Juntamente com a publicação veio a novidade, em relação à taxa de inscrição, que teve seu valor alterado de R$ 35,00 para R$ 63,00.

O edital Enem 2019 estabelece o prazo de inscrições, a data limite para pagamento do boleto (GRU) da taxa de inscrição, as datas da prova Enem 2019, da divulgação dos gabaritos oficiais e também do resultado final, previsto para dezembro ou janeiro de 2016.

Para a próxima edição é esperado que o número de inscritos seja superior ao Enem 2014, que recebeu mais de 8,7 milhões de inscrições.

As inscrições do Enem 2019 estarão disponíveis entre o dia 25 de maio e o dia 05 de junho. Neste período os estudantes deverão acessar o site, que é o único meio para efetuar inscrição.

No ato da inscrição o estudante deve fornecer dados pessoais e familiares, inclusive dados socioeconômicos, como a renda familiar e o grau de estudo dos pais. Deverá optar também pela língua estrangeira (inglês ou espanhol) e se necessita de atendimento especial nos dias das provas.

Outra opção muito importante que deve ser observada com atenção pelos estudantes é o local de prova do Enem 2019. No ato da inscrição o estudante escolhe a cidade onde deseja participar do exame, porém, as provas são aplicadas mais de cinco meses após as inscrições. É possível alterar o local de prova em até alguns dias após o término das inscrições.

Taxa de Inscrição e Isenção do Exame

A taxa de inscrição será de R$ 63,00 e deverá ser paga até a data estabelecida no edital. Quem não pagar o valor até o vencimento será automaticamente excluído do Enem 2019.

Porém, há aqueles estudantes que são isentos do pagamento da taxa, que é o caso de quem estuda em escola pública e conclui os estudos em 2019. O edital do Enem prevê também que estudantes de baixa renda podem declarar carência no momento da inscrição e solicitar isenção do pagamento da taxa.

Em breve traremos novidades sobre o Enem. Curta a e fique por dentro de todas as novidades do exame.

Prefeitura de Divinópolis are inscrições para cursos gratuitos

Inscrições para cursos gratuitos da prefeitura de Divinópolis – Minas Gerais que oferece por meio do Pronatec MG em parceria com o SENAC Divinópolis diversas vagas para cursos profissionalizantes grátis, os cursos para qualificação profissional serão oferecidos pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Semds), Senac da região e a Prefeitura.

Os cursos oferecidos são para formação profissional de operador de computador, panificação e cabeleireiro e costura. Já estão abertas o período de matrículas e as aulas terão início em dezembro de 2019. Portanto, os interessados devem correr para se matricular e não perder essa oportunidade, pois os cursos oferecidos são gratuitos e fazem parte do Pronatec-Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego.

Para que os jovens possam ter mais chances, o Governo Federal criou também um programa que oferece cursos técnicos e profissionalizantes aos estudantes enquanto os mesmos estão no ensino médio. As inscrições MedioTec acontecem de acordo com cada estado, sendo assim, é preciso se informar.

O público-alvo para ser selecionado às vagas oferecidas são pessoas que recebem benefícios de Benefício Prestação Continuada -BPC que são idosos e pessoas com deficiência física e pessoas com risco social como adolescentes desempregados, mulheres vítimas de violência e outros.

Os cidadãos que recebem bolsa família também terão maiores chances de uma vaga. Os interessados podem se inscrever na Semds – que fica no endereço: Rua São Paulo 114, Centro Divinópolis, devem levar documentação de RG, CPF, NIS-número de identificação social e comprovante de residência. Serão oferecidos lanche no local do curso e podem se candidatar interessados de 18 a 59 anos de idade.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (37)3222-7080 ou 3222-6714.

 

Correios oferece oportunidade de ingressar no mercado de trabalho

O Jovem Aprendiz Correios 2019 vai trazer a oportunidade que muitos precisam para ingressar no mercado de trabalho. Os interessados em participar do Jovem Aprendiz Correios 2019 poderá conferir aqui maiores detalhes a respeito do processo de seleção.

O Correios faz parte da administração indireta e também trabalha com a contratação de aprendizes. O contrato é temporário e não possibilita a efetivação após o término do mesmo, isso ocorre por que para trabalhar de forma efetiva nessa empresa é necessário ser aprovado no concurso público.

Mesmo sendo um programa temporário, a experiência profissional vale muito a pena. Confira aqui as informações referentes à participação e saiba mais detalhes sobre o processo. Veja as vagas do Jovem Aprendiz Coca Cola 2019.

Entenda por que vale a pena participar do programa, essas e outros detalhes mencionaremos nos próximos tópicos que se seguem, não deixe de se informar mais sobre.

Como funciona o Jovem Aprendiz Correios 2019

Muito importante que o jovem tenha conhecimento sobre o funcionamento do programa jovem aprendiz para entender quais são os requisitos e os benefícios do mesmo.

Sintetizamos abaixo as principais informações referentes a esse programa para que você tenha um maior conhecimento a respeito do funcionamento do mesmo:

  • Necessário ter idade entre 14 e 20 anos incompletos;
  • Necessário estar matriculado e frequentando a escola, caso não haja concluído o ensino médio;
  • Necessário ter obtido média mínima de 5,0 (cinco) nas disciplinas do último ano cursado;
  • Necessário estar matriculado no curso de aprendizagem, que será realizado por instituição conveniada com a ECT.

Para obter maiores informações a respeito do processo seletivo indicamos que você acesse o último edital que foi publicado.

Nesse link você acessa o último edital: www.correios.com.br

Os benefícios também são bem atrativos. O jovem terá direito a bolsa remunerada mensal, vale transporte, entre outros benefícios concedidos. Vale a pena concorrer a oportunidade.

Por ser um programa temporário o jovem pode usar a oportunidade para agregar conhecimento e um bom histórico no currículo, que com certeza contribuirá para que novas oportunidades se abram.

Inscrições Correios

As inscrições Jovem Aprendiz Correios 2019 serão realizadas somente pela internet. Ocorre que ainda não têm prazos definidos para abertura de processo seletivo.

Acessando o site dos Correios você consegue ficar por dentro das informações referentes ao programa de aprendiz. Assim que sair as inscrições não deixe de efetuar a sua para poder participar.

Nesse link você confere mais informações sobre as vagas de aprendiz para os Correios: http://www2.correios.com.br/institucional/concursos/correios/default.cfm

Último processo ocorreu no ano de 2012, mas os Correios ainda não deram um posicionamento a respeito de novo processo. Via de regra, ele deveria ter ocorrido no ano de 2015, mas isso não aconteceu. A esperança é que o processo abra em 2019, mesmo porque as novidades estão precisando dessa mão-de-obra.

Entre a aldeia e a cidade

Portal desenvolvido por ONG reúne mais de 200 artigos escritos por indígenas para ajudar professores a trabalhar com o tema em sala de aula

“O índio descobriu primeiro”. Este é o título de um dos muitos artigos que compõem o site Índio Educa, projeto desenvolvido pela ONG Thydewá e formado por um time de universitários indígenas de diferentes etnias e regiões do Brasil. A ideia surgiu em 2008, quando foi da passarela para a sala de aula e hoje o portal já conta com cerca de 200 textos escritos por eles, que ajudam recontar a história, indo de encontro com versões mais tradicionais. Aqui, a resposta para a famosa pergunta “Quem descobriu o Brasil?” é outra.

Em 2008, impulsionados pela Lei 11.645 – que torna obrigatório o ensino das Histórias Afro-Brasileira e Indígena no currículo oficial da rede de ensino –, o pessoal da organização Thydewá começou a reunir jovens interessados em produzir material que servisse de apoio a professores e alunos. Em 2011, o portal Índio Educa estava pronto para seu lançamento. Para o presidente da ONG, Sebastian Gerlic, “a época do índio sem voz está terminando”.

A plataforma online tem o objetivo de produzir material educativo, tentando desconstruir alguns preconceitos como a ideia de que índios ainda vivem nus. “O portal responde às perguntas formuladas na cabeça das pessoas que, desde quando se ouvia falar de índio, condicionavam (e ainda condicionam) o estereotipo de indígena”, explica Hemerson Dantas, colaborador da Aldeia Pataxó de Pau Brasil.

“O Índio Educa é destinado a professores, que podem utilizar livremente o conteúdo lá contido em suas aulas para que os alunos entendam o indígena da maneira mais real possível. Pensando assim, nada melhor do que o próprio índio contando sua história, ou seja, sendo protagonista”, conclui Hemerson.

O conteúdo do site encontra-se em formato de Recurso Educacional Aberto, com licença Creative Commons. O que significa que o material pode ser utilizado e modificado por outras pessoas, como professores que queiram montar um conteúdo didático próprio. Segundo o estudante de História Alex Makuki, um dos gestores do Índio Educa, qualquer um pode se tornar colaborador. “Quem posta no portal são os cinco indígenas que fazem parte da gestão e mais outros colaboradores. Nós recebemos artigos, fotos e textos e damos todos os créditos ao autor”.

Sobre a gama variada de temas abordados no site, como as moradias indígenas, Makuki reafirma a necessidade da desmistificação de certos conceitos enraizados pelo senso comum, como a ideia de casa de índio é sempre de palha.  “Cada texto postado no portal tem uma pitada de senso critico, no sentido de contar uma história partindo do ponto de vista dos povos indígenas.”

Para a pesquisadora Simone de Athayde, do Programa Xingu do Instituto Socioambiental (ISA), iniciativas como esta são de extrema relevância para o estudo e ensino da História do Brasil. “No caso dos povos indígenas, ouvir a história contada por eles vem a enriquecer o nosso conhecimento, e considerar que a nossa história se inicia bem antes do ‘descobrimento’ em 1500. Acho que além de iniciativas como este site, deveríamos incluir mais abordagens como estas nas aulas e nos livros didáticos utilizados em escolas publicas e privadas no Brasil”, conclui.

Da passarela para a sala de aula

Alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte utilizam a moda de três décadas como elemento lúdico para o aprendizado de História

Recortes de tecido, lantejoulas, babados e bordados. O que cobre os corpos pode ser material pedagógico importante para desvendar o comportamento social de uma época. Esta foi a conclusão de um grupo de alunos do curso de Metodologia do Ensino da História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – Campus de Caicó, cujo objetivo era estudar as relações entre moda, gênero e a história local. Para isso, reuniram peças dos guarda-roupas de habitantes das cidades de Ouro Branco, Serra Negra do Norte, São João do Sabugi, Caicó e Jardim de Piranhas, no interior do estado, além de fotografias e narrativas da população local. A análise do material, com base em obras de estudiosos da moda, como Gilles Lipovetsky, Alison Lurie e Gilda de Melo e Souza, permitiu enxergar as relações entre homens e mulheres como uma construção social e distinguir as formas de comportamento em diferentes ocasiões sociais e momentos históricos.

A proposta do grupo era mostrar que o corpo se veste de moda, no sentido moderno do termo, há pelo menos três séculos. Embora os diferentes povos tenham estilos de vestir adequados ao tempo, ao clima, às situações sociais e às experiências pessoais, somente a partir do século XVIII a vestimenta passou a ditar gostos particulares. Nessa época surgiram a profissão de estilista e a diferenciação dos consumidores de moda entre modernos e “fora de moda”. No século XX, a mídia – em particular as revistas de moda e a televisão – utilizou novas tecnologias que deram visibilidade ao jeito de se vestir conforme as ocasiões.

Além de utilizar fontes escritas, os alunos da UFRN buscaram também as “fontes” costuradas, bordadas e enfeitadas, que, embora concebidas para serem vistas, passam despercebidas pelo olhar dos historiadores. A reflexão levou os estudantes a cidades do interior do estado, onde garimparam guarda-roupas em busca de tecidos, couros, lingerie, zíperes.

O contato com esse “império do efêmero”, como pode ser chamada a moda, despertou nos alunos várias reflexões sobre a memória histórica do país. Entre essas indagações, surgidas ao estudarem a projeção no cenário nacional dos modelos criados pelos estilistas, estavam o motivo para a popularidade das  calças pantalonas na década de 1970 e por que os chamados modelos  unissex não caíram no gosto dos homens do interior do Rio Grande do Norte.

A pesquisa analisou a moda durante as décadas de 1970 a 1990, um período recente, o que facilitou a tarefa de se encontrar as roupas desses períodos. Foram considerados aspectos como o desenho do modelo, a ocasião em que foi usado, o impacto causado nas pessoas em volta e também o sentimento de quem o vestiu. O estudo observa ainda as relações entre moda, situação econômica, histórias de festas nas quais as vestimentas foram usadas e a memória de quem as vestiu.

Fotografias da época também integram a pesquisa, revelando aspectos da vida das pessoas que não puderam ser expressos por descrições verbais. A imagem fotográfica, no entanto, não fala da textura dos tecidos, das cores (muitas fotografias eram em preto-e-branco), dos rituais de escolha dos modelos, da confecção, do custo financeiro, do prazer em usar determinada roupa, da impressão que causava nas pessoas. Para preencher essas lacunas, os alunos recorreram à história oral, narrada pelos proprietários das fotos, como mais um recurso de informação.

Os estudantes analisaram fotografias e modelos, como as saias godês, as calças boca-de-sino, o tubinho criado por Yves Saint-Laurent sob inspiração dos quadros de Mondrian, o estilo unissex, marcado pelo jeans e pelas camisas sem gola, as saias plissadas, a saia balonê, os vestidos com zíperes laterais, usados por mulheres da zona rural do interior do Rio Grande do Norte, e as calças US-Top, que marcaram época entre os jovens do início dos anos 1980. O que parecia um brechó era, na verdade, uma aula em que conceitos de tempo e espaço eram trabalhados. Das minissaias inventadas pela inglesa Mary Quant nos anos 1960 às saias balonê dos anos 1980, a história ia sendo contada por décadas.

Em termos de região, percebeu-se que as mulheres da cidade de Ouro Branco (RN) se enfeitavam com muito brilho, cobrindo a textura dos tecidos com centenas de lantejoulas, enquanto as mulheres da zona rural preferiam os tecidos floridos, estampados, de cores escuras, enfeitados com sianinha, entremeio, galões e bicos. Muito mais do que um ciclo de vinte aulas sobre moda e comportamento, a pesquisa despertou reflexões sobre a economia nacional e local, globalização, relações entre homens e mulheres, história regional e histórias da comunidade.

Ao reunir recursos como a fotografia, as narrativas orais e as vestimentas de uma época, o professor de História passa a dispor de um rico acervo documental que permite o estudo de costumes, perfis socioeconômicos, festividades (batizados, casamentos, aniversários, comícios, entre outras) e memória local. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a experiência mostrou que o material reunido na sala de aula – tecidos, modelos e cores – instigou os alunos, despertando suas idéias e sua criatividade. O estudo da moda permitiu enfatizar que homens e mulheres não são apenas intelecto, mas também possuem um corpo que fala, que sente, que escolhe o que vestir, como se enfeitar e que tipo de discurso deseja transmitir por meio de suas vestimentas.

A pesquisa realizada na UFRN se configura como uma metodologia de ensino que não está registrada em livros didáticos ou de ensino superior. Não se trata de experiência pedagógica efêmera, mas sim consistente, por caracterizar o ensino de história da moda e do gênero como uma das vertentes mais importantes dentro da nova historiografia dos estudos culturais.

Iranilson Buriti de Oliveira é doutor em História, professor da Universidade Federal de Campina Grande e autor de “Ensinando pela roupa: a educação do corpo através da moda no Recife dos Anos 20”. Revista Faces de Eva. (Universidade de Lisboa, 2004)